Abrir mão de um sonho: Qual o custo disso?

Há alguns meses me deparei com o vídeo que conta a tragetória de um dos grandes jogadores de CS:GO do Brasil. Fiquei impressionado com o fato de antes dele ter sido chamado para jogar CS:GO profissionalmente ele já havia sido chamado para jogar futebol em um clube grande de São Paulo.

No vídeo ele explica que seu pai foi contra por querer que, naquele momento, o filho se voltasse para a pequena fábrica que a família possui. Mas oque mudou quando o assunto foi e-Sport no lugar de um esporte já concretizado e enraizado na nossa cultura? O capitão – por assim dizer – do time de CS:GO ligou pessoalmente para o pai do então jogador recrutado e falou de quão grande essa oportunidade era, entre 1 e um milhão receberia esse tipo de convite especial.

– Beleza, mas jogar futebol deve ser maior? Afinal que pai não sonhou em ter seu filho como o próximo Neymar Jr.?

A problemática aqui não é oque é maior e sim o que fez o pai mudar do não em campos de futebol para o sim em ambientes virtuais de guerra. E eu fiquei por várias semanas encucado com isso, eis que ontem me deparo com um texto sobre “Uma bola de futebol em órbita.”

Uma história de tragédia e sucesso

Aparentemente sem relação, eu fui ler o texto e nele explica que – aos que não sabem – em 28 de janeiro de 1986 a Challenger explodiu nos seus primeiros 5 minutos de vôo do Cabo Canaveral, matando instantaneamente seus 7 tripulantes, dentre eles àquela que seria a primeira mulher americana a ir ao espaço. Não só a primeira mulher, mas também a primeira professora.


Isso fez com que o lançamento – e a explosão – fossem transmitidos ao vivo pela televisão. Escolas em todo o país pararam para ver o lançamento da Challenger com a professora – que ganhou um concurso de mais de 11 mil pessoas.

Naquela tripulação também estava o astronauta Ellison Onizuka, que tinha uma filha que estudava em um escola de ensino médio e fazia parte do time de futebol. Esse time assinou uma bola e deu-a para o astronauta levar ao espaço… o resto vocês já sabem. Caso quiser conferir mais detalhes sobre: Leia mais aqui.

Com a explosão a bola foi “resgatada” e ficou por 30 anos em um museu, até que Robert Kimbrough iria embarcar na ISS (Estação Espacial Internacional) e eis que seu filho estuda na mesma escola que a filha de Ellison Onizuka.

        

Depois de muitas ligações entre Diretores da escola e Diretores da NASA:

 

Sim, a bola de futebol hoje orbita a terra. Com 30 anos de atraso, mas ela está lá.

Conclusão!

Isso nos mostra que a escolha que o pai do jogador de CS:GO fez foi deixar seu filho seguir seus sonhos, indiferente do que aquilo poderia significar para ele. Nos mostra que nossos sonhos às vezes têm preços altíssimos e que por mais doloroso que seja, se estes sonhos são o que queremos, nós temos de pagar o preço.