Assisti Lara Croft esses dias nos cinemas e… Uau! Que filme, que atuação da Alicia Vikander, que efeitos, que guerreira que veio dos video-games, que heroína! Era verdade mesmo tudo aquilo que as feministas protestando na frente do cinema estavam dizendo… só que elas não estavam.

Ué?

No filme em que a heroína é, e sempre foi, uma mulher – independente, muito bem desenvolvida e com muitos textos explicando suas histórias e seus jogos – não houve UM texto seguer que tenha chegado à mim falando sobre seu filme, nem querendo o apoio “das manas”.

O fato de não ter tido uma palavra sobre o filme me fez pensar sobre toda aquela confusão meses (ou anos?) atrás onde queriam que o Homem de Ferro, vejam bem… o HOMEM de ferro, fosse interpretado por uma mulher, negra e lésbica. Pelo simples fato de igualdade númerica de raças/sexo/credos nos super-heróis… como se não tivessem grandes heroínas como Lara Croft e outras na Marvel e DC mesmo.

O que me fez ver, que na verdade aqueles que pedem “mais representatividade” em grupos de super-heróis dificilmente entende os super-heróis, seus backgrounds, suas narrativas, dificuldades e muito menos sabem a história de outros que não os que a mídia resolveu elevar (por terem mais história ou fãs, que seja). Essas pessoas não querem mais espaço e “mais representatividade” elas apenas querem TODOS os espaços, querem que o seu super-herói favorito desde os 12 anos vire gay, que o super-herói favorito do seu primo de 8 anos vire mulher para que sua prima de 10 anos que adora a Barbie comece a gostar desses novos super-heróis.

Para que?

Por que eles querem. E quando as empresas resolvem ouvi-los, sofrem, geralmente, grandes perdas (vide o fiasco da América Chavez). Vejam bem, eu não estou dizendo que mulheres não entendem de super-heróis e muito menos negando que haja machismo em grande parte das comunidades gamers por aí. Estou apenas elucidando que se super-heróis não te agradam, você certamente não é público alvo, e não há nada de errado nisso. Não é porque um assunto existe que ele deve abranger todas as tipologias de pessoas, pessoas são diferente umas das outras e sempre serão. Sobre o machismo existente em várias comunidades gamers (que também foi bastante comentado ultimamente pela hashtag #MYGAMEMYNAME) eu deixo só uma análise:

Os jogos que mais têm problemas de machismo são os jogos onde o jogador não tem opção de escolher o sexo do seu avatar. Tiro isso por observação própria, jogo World of Warcraft (WoW) desde 2005. Nos últimos 4 ou 5 anos meu personagem sempre têm sido feminino, por achar que ficam melhores nos transmogs que gosto. A líder da guild da qual faço parte é uma mulher. O WoW tem e sempre terá seus babacas machistas, como em qualquer comunidade de qualquer coisa, mas hoje no WoW realmente não é um problema. No Counter-Strike tem se reclamado bastante disso, ao que volto a perguntar: “Possuem avatares femininos e masculinos? Não.” Parece bobagem, mas o mais raso dos jogadores de video-game haverá de convir comigo que esse simples aspecto muda o default de sexo que um jogador espera que o outro tenha, o que aparentemente é o problema central.

E sem mais delongas; Lara Croft, assistam.